Uma das características mais peculiares dos seres humanos é a capacidade de falar besteira. Falar besteira é um ato inerente à espécie e acomete todas as pessoas de todas as classes sociais. Uns mais, outros menos, mas em algum momento, pode ter certeza, o sujeito vai falar alguma besteira.
Esse prosaico ato nos faz mais humanos, mas, se feito em excesso, nos faz humanos mais idiotas do que os nossos pares. Portanto, é bom evitar falar muita bobagem por aí, já que tudo em excesso é ruim. Estou certo ou falando besteira?
Se a gente julgar o índice de popularidade de Lula e a quantidade de besteira que ele fala, estou, obviamente, errado. Antes que algum Lulista venha me esculhambar ou me chamar de blogueiro vendido ou algo do gênero, vou logo dizendo que nessa constatação não vai nenhuma crítica ao seu governo, mas uma observação sobre o divertido hábito de falar besteira do nosso presidente e como isso tornou-se uma característica extremamente peculiar na sua personalidade pública, quase que uma assinatura indelével em todos os seus pronunciamentos.
Nos últimos dias ele disse duas que me chamaram a atenção. Primeiro disse que se Jesus Cristo fosse presidente do Brasil faria aliança até com Judas. Essa metáfora teológica suscita imediatamente duas perguntas:
1) Quem é o Jesus?
2) Quem é o Judas?
Seria Jesus o próprio Lula? Seria Judas algum deputado mensaleiro ou algum partido fisiológico? Sabe Deus...
A segunda bobagem dos últimos dias foi a resposta do presidente aos que o acusam de transformar eventos e inaugurações oficiais em comícios para sua candidata Dilma. Lula disse que vai inaugurar as obras mesmo e que “o que engorda o porco é o olho do dono”. Mais uma vez, a metáfora, desta vez zoológica, do presidente faz surgir duas perguntas:
1) Quem é o porco?
2) Quem é o dono do porco?
Seria o porco o Brasil? Seria o dono do porco o próprio presidente? Se for isso, que infelicidade comparar nosso país a um suíno e que audácia se intitular dono do bicho. Será que é influência de velhos políticos patrimonialistas como os Sarneys da vida, que agem como se o Brasil fosse propriedade deles?
Prefiro achar que não e que Lula só está exercendo o seu sacrossanto direito de falar as besteiras de sempre e que fazem dele o presidente que melhor se comunica com a grande massa de brasileiros menos – digamos - “letrados”. O engraçado é que Dilma, que não tem um milionésimo do carisma de Lula, está se esforçando tanto para virar popular, simpática e parecida com o presidente que começou a perder o pudor de falar suas besteiras em público e já soltou uma das boas, que beira o nonsense. Criticada por aproveitar a agenda oficial para fazer campanha, o que é óbvio que está fazendo mesmo, ela saiu com a singela desculpa que os que criticam esse ato de fazer campanha eleitoral antes da hora o fazem porque ela é mulher. Que tal?
Companheira Dilma, você, enquanto candidata a presidente e a clone feminino de Lula, ainda vai ter que caprichar muito. Falar besteira com a categoria, a segurança e a competência de Lula não é pra qualquer um. Nosso presidente elevou o ato de falar bobagem a categoria de arte, é um artesão da metáfora sem pé e nem cabeça, um escultor de frases toscamente claras, concisas e diretas, um verdadeiro gênio da raça. Portanto, companheira Dilma, vá com calma, porque você está ao lado de um mestre e essa comparação pode acabar atrapalhando seus planos.
Esse prosaico ato nos faz mais humanos, mas, se feito em excesso, nos faz humanos mais idiotas do que os nossos pares. Portanto, é bom evitar falar muita bobagem por aí, já que tudo em excesso é ruim. Estou certo ou falando besteira?
Se a gente julgar o índice de popularidade de Lula e a quantidade de besteira que ele fala, estou, obviamente, errado. Antes que algum Lulista venha me esculhambar ou me chamar de blogueiro vendido ou algo do gênero, vou logo dizendo que nessa constatação não vai nenhuma crítica ao seu governo, mas uma observação sobre o divertido hábito de falar besteira do nosso presidente e como isso tornou-se uma característica extremamente peculiar na sua personalidade pública, quase que uma assinatura indelével em todos os seus pronunciamentos.
Nos últimos dias ele disse duas que me chamaram a atenção. Primeiro disse que se Jesus Cristo fosse presidente do Brasil faria aliança até com Judas. Essa metáfora teológica suscita imediatamente duas perguntas:
1) Quem é o Jesus?
2) Quem é o Judas?
Seria Jesus o próprio Lula? Seria Judas algum deputado mensaleiro ou algum partido fisiológico? Sabe Deus...
A segunda bobagem dos últimos dias foi a resposta do presidente aos que o acusam de transformar eventos e inaugurações oficiais em comícios para sua candidata Dilma. Lula disse que vai inaugurar as obras mesmo e que “o que engorda o porco é o olho do dono”. Mais uma vez, a metáfora, desta vez zoológica, do presidente faz surgir duas perguntas:
1) Quem é o porco?
2) Quem é o dono do porco?
Seria o porco o Brasil? Seria o dono do porco o próprio presidente? Se for isso, que infelicidade comparar nosso país a um suíno e que audácia se intitular dono do bicho. Será que é influência de velhos políticos patrimonialistas como os Sarneys da vida, que agem como se o Brasil fosse propriedade deles?
Prefiro achar que não e que Lula só está exercendo o seu sacrossanto direito de falar as besteiras de sempre e que fazem dele o presidente que melhor se comunica com a grande massa de brasileiros menos – digamos - “letrados”. O engraçado é que Dilma, que não tem um milionésimo do carisma de Lula, está se esforçando tanto para virar popular, simpática e parecida com o presidente que começou a perder o pudor de falar suas besteiras em público e já soltou uma das boas, que beira o nonsense. Criticada por aproveitar a agenda oficial para fazer campanha, o que é óbvio que está fazendo mesmo, ela saiu com a singela desculpa que os que criticam esse ato de fazer campanha eleitoral antes da hora o fazem porque ela é mulher. Que tal?
Companheira Dilma, você, enquanto candidata a presidente e a clone feminino de Lula, ainda vai ter que caprichar muito. Falar besteira com a categoria, a segurança e a competência de Lula não é pra qualquer um. Nosso presidente elevou o ato de falar bobagem a categoria de arte, é um artesão da metáfora sem pé e nem cabeça, um escultor de frases toscamente claras, concisas e diretas, um verdadeiro gênio da raça. Portanto, companheira Dilma, vá com calma, porque você está ao lado de um mestre e essa comparação pode acabar atrapalhando seus planos.




